Em um cenário de grandes transformações no ESG, empresas que buscam liderar sabem que a jornada para a A List do CDP não se resume a preencher um questionário. Muito mais do que isso, trata-se de construir credibilidade, transparência e maturidade reconhecidas pelo mercado nacional e internacional.
O avanço da agenda climática nos negócios colocou o CDP como referência em avaliação, sendo reconhecido como um dos principais indicadores de desempenho ambiental do mundo. A cada novo ciclo de reporte, esse processo se torna ainda mais estratégico, principalmente diante das exigências da IFRS S2, que fortaleceu o alinhamento global das divulgações climáticas.
O CDP como sinal de maturidade e confiança
Relatar dados ambientais via CDP não apenas evidencia compromisso climático, mas posiciona a empresa em um seleto grupo observado por investidores, clientes e parceiros. O próprio crescimento é expressivo: em 2025, mais de 23.100 organizações divulgaram seus dados ambientais, incluindo mais de 22.100 empresas, representando praticamente dois terços de toda a capitalização de mercado global (CDP Factsheet 2025).
Ao contrário do senso comum, o CDP não é só um formulário a ser cumprido: ele serve como termômetro de confiança e maturidade ESG compartilhado globalmente. Ter relatório CDP A List desperta mais do que reconhecimento; abre portas para captação de investimentos sustentáveis e inserção em cadeias globais de valor. Mas o caminho exige governança robusta e integração real do tema climático ao núcleo das decisões empresariais.
Tornar-se A List é resultado de uma transformação interna, não apenas documental.
Contexto brasileiro: poucos na liderança, muitas oportunidades
O aumento no número de reportantes brasileiros mostra engajamento crescente. Interessante notar que, embora mais empresas estejam relatando, apenas 2,8% alcançaram nível de liderança na A List em 2025, criando um verdadeiro campo aberto para quem deseja se destacar (dados CDP 2025). Isso indica um desafio e, ao mesmo tempo, um oceano de oportunidades para quem se antecipa aos novos padrões regulatórios e de mercado.
Essa realidade tem impulsionado empresas inovadoras, como a Rekompense, a transformar exigências regulatórias em diferenciais estratégicos, mostrando que a sustentabilidade pode ser um ativo competitivo de valor mensurável.

Novo ciclo: as exigências para 2026
Quando o CDP incorporou o alinhamento com a IFRS S2 do ISSB, o ambiente regulatório entrou em nova fase. Agora, ao reportar, as empresas não só cumprem boas práticas, mas caminham junto com uma tendência global. Atualmente, jurisdições responsáveis por quase 60% do PIB mundial já adotam ou avaliam incorporar as normas ISSB, indicando uma grande convergência (alinhamento CDP e ISSB).
Veja o que mudou para este novo ciclo de reporte:
- O questionário CDP agora segue completamente a lógica do IFRS S2, exigindo uma abordagem conectada com riscos e oportunidades financeiros.
- Maior detalhamento de Escopo 3 nas emissões, incluindo cadeia de valor.
- Destaque para análise de impactos financeiros e metas de descarbonização.
- Exigência de governança climática com envolvimento da alta liderança.
- Transparência nos planos de transição e adaptação ao clima.
O reporte CDP 2026 se tornou imprescindível para quem deseja reduzir riscos e encontrar oportunidades no universo ESG.
Ferramentas como o guia elaborado pela Rekompense tornam mais acessível a tradução dessas novas demandas em práticas concretas, minimizando erros estratégicos e antecipando tendências.

Pontos-chave do guia para subir à A List
Para auxiliar empresas nessa jornada, o guia “CDP e IFRS S2: Guia prático para subir à A List em 2026” reúne:
- Panorama global de reporte climático e dados do Brasil em perspectiva internacional.
- Principais mudanças metodológicas do ciclo 2026, facilitando o entendimento do que realmente mudou.
- Dicas objetivas, aplicáveis a qualquer segmento, para progredir da nota D até a desejada posição A List.
- Caminhos práticos para unir o reporte CDP e as exigências do IFRS S2, com exemplos de como estruturar respostas.
- Recomendações para fortalecer governança, integrar o tema climático ao core da estratégia e sustentar o avanço ao longo dos ciclos.
O material apresenta, ainda, aprendizados de empresas brasileiras e cases internacionais que conseguiram saltos qualitativos ao priorizar a integração dos temas ESG às decisões executivas, tema também abordado nos conteúdos sobre tendências normativas do setor, como tendências normativas relevantes para o mercado brasileiro.
Como sair do nível D e alcançar a A List?
Superar o básico e consolidar-se na A List do CDP requer mais do que respostas técnicas. O salto ocorre quando a empresa faz do reporte não só um retrato do passado, mas uma plataforma para decisões futuras. Veja alguns caminhos sugeridos no guia:
- Mapeie todos os riscos e oportunidades climáticos relevantes, zere as lacunas, inclusive no Escopo 3.
- Inclua o C-level na governança climática: decisões estratégicas devem passar pela alta liderança.
- Mostre resultados mensuráveis: metas claras, planos de transição robustos e acompanhados.
- Unifique reporte e planejamento financeiro, incluindo análise de custos e impactos de transição.
- Aprofunde a comunicação de dados, evitando respostas genéricas nos questionários.
- Revise constantemente as diretrizes CDP para não ser pego por surpresas em mudanças metodológicas (novas exigências).
O artigo Guia prático para relatórios ESG em 2026 também traz dicas complementares para potencializar esse avanço dentro da realidade brasileira.
Integração entre reporte CDP e IFRS S2
Agora, a convergência entre CDP e IFRS S2 oferece oportunidade única para trazer estrutura, comparabilidade e aceitação internacional ao ESG brasileiro. Para que isso aconteça de forma efetiva, é essencial:
- Interpretar o CDP como segmento central do compliance, sendo fonte de dados para reguladores e investidores simultaneamente.
- Alinhar as áreas de sustentabilidade, finanças e compliance à lógica das divulgações ISSB, unificando linguagem e controles.
- Transformar o reporte em ferramenta estratégica de gestão de riscos e captação de capital verde.
Empresas que conectam reporte CDP e IFRS S2 aceleram maturidade e agregam valor real à agenda ESG.
Conheça também como uma consultoria pode transformar exigências em diferencial competitivo acessando este conteúdo sobre consultoria ESG.
Conclusão
O ciclo 2026 marca um novo patamar de maturidade para o reporte climático. O CDP, em sintonia com a IFRS S2, se consolida como o canal para dar visibilidade internacional ao comprometimento e à estratégia ESG das organizações. Quem se preparar desde já estará à frente no movimento que separa quem apenas informa de quem lidera de fato. Para transformar desafios em resultado, baixar o guia completo da Rekompense é o próximo passo lógico. Prepare-se para subir à A List e fazer sua empresa parte das referências globais em sustentabilidade, risco zero e conquista de mercados estratégicos.
Perguntas frequentes
O que é o CDP e IFRS S2?
O CDP é uma plataforma global de reporte de dados ambientais que avalia o desempenho de empresas em questões climáticas, significando confiança e maturidade ESG perante o mercado internacional. Já o IFRS S2 integra, via ISSB, padrões para divulgação de informações financeiras relacionadas ao clima, promovendo comparabilidade e alinhamento regulatório entre mercados.
Como subir para a A List no CDP?
Para alcançar a A List, a empresa deve ir além do simples preenchimento do questionário: é preciso implementar governança estruturada, compromisso da alta liderança e integração climática à estratégia. Garantir transparência, evidências de ações concretas, análise de riscos e oportunidades climáticas e metas mensuráveis são pontos centrais dessa evolução.
Quais são os requisitos do IFRS S2?
O IFRS S2 exige que empresas divulguem informações financeiras detalhadas sobre riscos e oportunidades climáticas, incluindo governança, estratégia, gestão de riscos e métricas relacionadas ao clima. Isso inclui foco no Escopo 3, impactos financeiros e alinhamento do planejamento climático ao core do negócio.
Vale a pena buscar a certificação CDP?
Sim. O reconhecimento no CDP eleva a credibilidade, reduz riscos, atrai investimentos e proporciona vantagem competitiva, pois responde à demanda global por transparência e protagonismo em mudanças climáticas. Isso se traduziu em novas oportunidades conforme explicado no artigo sobre temas ESG atuais.
Onde encontrar exemplos de relatórios A List?
Exemplos de relatórios A List podem ser localizados diretamente na plataforma do CDP, na área pública de empresas líderes. Também é possível acessar estudos e casos apresentados em conteúdos como o panorama de tendências ESG para 2026 do blog Rekompense.